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01Pesquisa · dados primários

41% das empresas B2B portuguesas que medimos não são nomeadas por assistente nenhum.

São 251 empresas em 18 setores, e é um dos cinco estudos que publicámos sobre o que os assistentes de IA dizem das marcas portuguesas. Os dados que circulam neste mercado são de fornecedores americanos sobre mercados americanos: servem de direção e não de medida. Fazemos as perguntas cá, em português, e publicamos a metodologia com os números.

Barómetro B2B, Jul 2026
41%
das 251 empresas B2B portuguesas medidas não são nomeadas por assistente nenhum
Serviços ao consumidor, Jul 2026
55%
das 84 marcas medidas são recomendadas por, no máximo, um dos sete assistentes
SaaS B2B, Mai 2026
96%
dos 45 SaaS auditados não tinham política declarada para crawlers de IA
Mapa das empresas, Ago 2026
616
respostas lidas uma a uma para separar ser nomeado de ser escolhido
02O que publicámos

Cinco estudos, 4 975 respostas lidas.

A contagem é dos três estudos que medem respostas: 2 154 no dos partidos, 2 205 no dos serviços ao consumidor, 616 no mapa das empresas. Os outros dois medem empresas auditadas, 251 e 45. Todos saem com metodologia publicada e dados sob Creative Commons BY 4.0.

03O protocolo

Cinco regras, cada uma paga com um erro.

Nenhuma é uma intenção. Todas estão implementadas no código que produz os números, com testes, antes de estarem escritas aqui.

  • O critério fixa-se antes da recolha

    O que conta como menção, e o que conta como escolha, foi escrito antes de se ler a primeira resposta do mapa das empresas. Um critério decidido depois de ver os resultados é uma decisão contaminada pelo que se quer que eles digam.

  • Os números saem de código, não de uma conversa

    O primeiro estudo foi contado à mão e saiu com três dos catorze denominadores errados. Hoje cada número sai de um script que se volta a correr, com os denominadores definidos num sítio só, e o resultado fica em git: uma corrida futura mostra a diferença como um diff.

  • O juízo humano grava-se como dado

    Decidir se uma resposta escolhe uma marca ou apenas a lista não é derivável. Essas 616 leituras foram feitas por pessoas, gravadas uma a uma, e ficam auditáveis em vez de ficarem na cabeça de quem leu.

  • Nomes que também são palavras comuns contam-se a ler a frase

    NOS é também nos, ERA é também era, Livre é um partido e um adjetivo. Cada armadilha destas tem um teste no código. Sem isso, basta uma recolha onde a marca falte para o padrão inventar presença: numa passagem apanhámos treze menções falsas em dezoito.

  • Dizemos a base e o que ela não cobre

    O barómetro dos 41% correu num motor só e está declarado como direcional. O estudo dos serviços correu em sete. São perguntas diferentes com forças diferentes, e a página de cada um diz qual é.

04O que corrigimos

Dois números nossos que estavam errados.

Quem publica dados primários erra. O que distingue investigação de marketing com gráficos é o que acontece a seguir, e o que acontece aqui é isto: fica escrito, com o número antigo ao lado do novo.

  • No estudo aos partidos, a primeira contagem dava um partido em 57% das listagens de um assistente e 88% das de outro. Trinta pontos de diferença no segundo maior partido do país.

    A diferença era nossa. O detetor procurava prosa, do género o Chega vírgula, e os assistentes respondem em lista, do género CH hífen Chega hífen 60 deputados. Corrigida a forma, os três dão 100% e a diferença desaparece. Cento e dezoito respostas tinham sido contadas a menos.

  • Escrevemos que um dos assistentes não pesquisava a web em 49% das respostas.

    Retirado. Essas linhas não vinham da via que dizíamos estar a medir, e tínhamos como o saber antes de o afirmar. Cada resposta guardada passou a declarar por que via foi recolhida.

05Medir uma pergunta nova

A máquina que fez estes estudos corre a pergunta que quiser.

Onze motores e superfícies de IA, personas, e a leitura resposta a resposta. Três situações em que vale a pena escrever: jornalistas com um setor em mãos e prazo à porta, universidades e centros de investigação, que recebem os dados abertos como toda a gente, e empresas que queiram o seu mercado medido e publicado. Nesse último caso fica escrito na metodologia que quem paga o estudo não escolhe o resultado, e a alternativa a essa linha não é um estudo mais simpático, é nenhum.

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