A resposta directa: não existe tabela pública de preços de GEO em Portugal, nem estudo de mercado que a sustente. O que existe, e este artigo explica, são três formatos de trabalho com âmbitos diferentes, um conjunto de drivers que movem o preço em qualquer fornecedor sério, e uma referência direccional vinda do SEO clássico. No fim, o que importa não é o número isolado, é o que o número compra: sem medição contínua incluída, qualquer preço é caro.
Porque é que quase ninguém publica preços
Duas razões, uma boa e uma má. A boa: o custo real depende do contexto. Medir 5 perguntas num motor não é medir 150 perguntas em 10 motores e superfícies; um mercado com dois concorrentes activos não é um mercado com dez; uma marca só em PT-PT não é uma marca em três idiomas. Uma tabela única seria cara para quem precisa de menos e barata para quem precisa de mais. A má razão, que também existe no mercado: preço opaco esconde âmbito opaco. A defesa do comprador não é exigir tabela, é exigir que a proposta discrimine o que inclui, com números de âmbito: quantas perguntas medidas, quantos motores, com que cadência, que entregáveis por mês.
Os três formatos e o que cada um inclui
O mercado organiza-se em três formatos. Os âmbitos abaixo são os que praticamos na destaque.ai e servem de bitola para comparar qualquer proposta, nossa ou de outros:
- Diagnóstico pontual. Duas semanas de trabalho: auditoria técnica completa (SEO técnico, schema, sinais locais quando aplicável), análise de presença em motores de IA com um conjunto amplo de perguntas de compra repetidas várias vezes (no nosso caso, 150 perguntas × 5 corridas em 10 motores e superfícies), benchmark contra concorrentes directos, plano de acção priorizado e apresentação executiva. Serve para saber onde está e decidir com base em números.
- Avença de acompanhamento. O diagnóstico sempre actualizado mais a execução: medição semanal da visibilidade (no nosso caso via Visibility Tracker), optimização técnica e de conteúdo contínua, monitorização de concorrentes e reputação, e relatório mensal. É aqui que o trabalho rende, porque a visibilidade em IA mexe de semana para semana.
- Âmbito alargado ou enterprise. O mesmo que a avença, com mais mercados, mais idiomas, mais volume de conteúdo e trabalho de autoridade externa mais intenso (imprensa, dados originais, presença em comunidades). O preço cresce com o âmbito, não com o rótulo.
Os drivers que movem o preço
- Cobertura de medição: número de perguntas, motores e superfícies, e a cadência. Medição semanal custa mais do que trimestral, e vale mais.
- Idiomas e mercados: cada idioma é uma medição e um corpo de conteúdo próprios. PT-PT e EN são dois trabalhos, não um com tradução.
- Estado de partida: um site sem schema, sem entidade consolidada e sem conteúdo citável exige meses de fundação que um site maduro não paga.
- Intensidade competitiva: categorias onde os motores já citam concorrentes activos exigem mais produção de prova (dados, casos, comparativos) para deslocar quem lá está.
- Volume de conteúdo incluído: quem escreve, com que frequência, e quem valida tecnicamente cada peça.
A referência direccional que existe
Para GEO em Portugal não há estudo público de preços, e dizemos isto em vez de inventar um número. O mercado vizinho tem dados: o inquérito da Ahrefs a 439 profissionais de SEO conclui que a avença mensal é o modelo dominante, que a faixa mais comum fica entre 501 e 1.000 dólares por mês, e que as agências cobram em média cerca de 3.200 dólares mensais. São números globais de SEO clássico, não de GEO nem de Portugal: tratar como ordem de grandeza. O GEO tende a posicionar-se na metade superior dessas faixas quando inclui medição contínua própria, porque a medição é trabalho que o SEO clássico não faz.
O que exigir pelo dinheiro
Qualquer que seja o preço, a proposta deve responder por escrito a estas perguntas. Se não responde, o problema não é o valor, é o âmbito:
- Que perguntas de compra medem, em que motores, com que frequência, e onde vejo o histórico?
- Que métricas reportam (taxa de citação, share of voice, posição), e como são reproduzíveis?
- O que entregam por mês além do relatório: correcções técnicas, conteúdo, trabalho de entidade e autoridade?
- O que explicitamente não garantem? Quem garante posições nas respostas da IA está a vender o que não controla.
Para fechar
Orçamentar GEO em Portugal é comparar âmbitos, não números soltos. Peça propostas discriminadas, use os três formatos acima como grelha, e desconfia nos dois extremos: do preço redondo sem âmbito e da promessa de posição garantida. Na destaque.ai o preço define-se numa conversa de 30 minutos sobre o seu ponto de partida, com a estrutura de serviço publicada e a medição sempre incluída. É esse o padrão que vale a pena exigir a qualquer fornecedor.
Ver também: Como escolher uma consultora de GEO para SaaS B2B (os sete critérios completos); Quando GEO não compensa (para decidir se o investimento se justifica agora); e o que esperar nos primeiros 90 dias.